Praticamente tudo está a um clique: comprar produtos, assistir aulas, consumir conteúdo sobre qualquer tema… Assim, as pessoas acostumaram-se com a velocidade do acesso à informação, em qualquer hora e qualquer lugar.
Então vamos fazer um exercício de imaginação: quando você entra em um site e ele demora para carregar, o que você faz? Muitas vezes desiste e procura outro endereço, correto? Isso não é nada bom se o site em questão é de algum negócio, que pode perder um cliente em potencial.
Uma das formas de mitigar este problema é utilizar uma CDN, sigla para Content Delivery Network ou rede de entrega de conteúdo.
Afinal, o que é uma CDN?
Um usuário que está no Brasil e que acessa o site de uma empresa cujo provedor seja também brasileiro, possivelmente terá uma experiência de carregamento rápida do site. Isso porque ele está mais próximo geograficamente deste provedor. Assim, provavelmente conseguirá acessar este conteúdo sem demora para carregar uma imagem, por exemplo.
Caso esse site seja hospedado em um provedor localizado fora do Brasil, haverá um percurso, uma espécie de estrada que esse pacote de dados vai percorrer da máquina do usuário até o servidor. Desta forma, o tempo de resposta vai ser maior, gerando uma lentidão no acesso àquele site. Aí é que entra a CDN, que por meio de diversos pontos de distribuição poderá diminuir a latência - o tempo entre a solicitação do usuário e a resposta do servidor.
Quando um site conta com uma CDN, o conteúdo é distribuído em diversos servidores localizados entre o usuário e o servidor principal. Estes servidores replicam este conteúdo e os armazenam em cache em pontos de presença (PoP). Quanto maior for o número de pontos de presença, mais perto do cliente final vai estar a entrega do conteúdo e por consequência, menor será o tempo de entrega e melhor será a performance da aplicação.
E quando a aplicação não conta com um CDN? Caso um site não tenha uma CDN, o volume de acessos vai ser diretamente processado na origem, ou seja, no servidor, deixando a aplicação lenta ou até mesmo indisponível em horários de grande utilização. Essa história você possivelmente já conhece: entrar em um site e uma imagem ou vídeo não carregar, ou, o que é pior, o site ficar indisponível.
Benefícios do uso de uma CDN
O uso de uma CDN pode trazer diversos benefícios para uma aplicação e, consequentemente, para o usuário final. Confira a seguir alguns deles:
- Otimizar a entrega de conteúdos - A CDN diminui bastante o tempo de carregamento do conteúdo de um site justamente por contar com pontos de distribuição que contém “cópias” desse conteúdo, não necessitando buscar as informações no servidor a cada acesso. Desta forma, a entrega é acelerada; Segurança: A CDN não aplica segurança de dados como um firewall, mas trabalha em conjunto com recursos que podem dar, se bem utilizados, uma camada a mais de proteção para o site. Exemplo: Ao utilizar uma CDN é possível casar o serviço de SSL (Secure Sockets Layer), um certificado digital. Assim, o site é acessado com um endereço HTTPS, de forma criptografada e segura. Outra opção é integrar o CDN e o cloudfront com o WAF (Web Application Firewall), controlando regras de segurança contra alguns ofensores, como XSS e SQL Injection.
- Geração de métricas: Com uma CDN bem configurada, é possível gerar métricas que podem auxiliar a mitigar alguns cenários a nível de segurança. Por exemplo, um negócio recebe em média 3 mil requests em horário de pico. Conhecendo a telemetria, você pode gerar um alarme caso chegue, por exemplo, a 10 mil requests. Então pode-se verificar o que ocorreu: em alguns casos pode ser um ataque ou uma integração mal configurada.
- Otimizar entrega de APIs públicas- Com o uso da CDN é possível otimizar a entrega das APIs públicas, gerando integrações mais fáceis, eficazes e rápidas.
Melhores práticas de uso Para configurar uma CDN, é preciso identificar os caminhos em que será necessário o cacheamento da aplicação. Também é importante já atrelar um certificado de segurança que ofereça uma comunicação criptografada, por meio do domínio HTTPS. Em um segundo momento, é interessante contar com um serviço WAF (Web Application Firewall).
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